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"Du wirst bei uns wohnen."

Tradução:Você vai morar com a gente.

December 18, 2015

28 Comentários


https://www.duolingo.com/profile/Anborges12

Eu não gosto muito da expressão "a gente". Em um curso de português para alemão, concordo que seja correto que se ensine que o "UNS" ou "WIR" deles pode significar "a gente".

Mas para nós que falamos a língua portuguesa, acho melhor traduzir sempre por "nós" e na frase acima por "conosco". Quem estuda quer aprender/praticar/usar é a língua padrão, a língua de prestígio. O que nós buscamos é ampliar, melhorar nosso padrão de comunicação.

A popularização da língua acaba promovendo o seu barateamento. A linguagem coloquial eu já sei, tiro de letra, pois estou em contato com ela a todo momento. Não quero aprendê-la. Eu a uso todo dia, em casa, na rua, com meus amigos e familiares. "Tá bão procê?"

Portanto, acredito que somente se deve priorizar a linguagem oral/coloquial em cursos específicos para isso ou em contato com algum falante da língua. Primeiro aprende-se a língua culta, depois "a gente atrapaia ela". O Duolingo é predominantemente grafocêntrico (predomina o uso da linguagem escrita). Nossa aprendizagem neste curso está centrada na escrita. Nós escrevemos frases o tempo todo. Então, por que não caprichar na ´tradução?

NÃO há erro em usar a linguagem coloquial. A língua é como a roupa. Escolhe-se a roupa de acordo com a situação ou ocasião. Isto é adequação. Na praia, com roupa de praia. Em casa, com roupa de casa. Devemos é adequar a linguagem às diversas situações de uso. Mas não há ERRO. Aqui no curso, seria mais adequado aprender a norma padrão.

Em se tratando de ensino de idiomas ou em uma situação mais formal, não é porque o R do final dos verbos em português (que quase não são mais pronunciados) que eu devo usar na linguagem escrita. "Eu vou falá/contá/dizê procê). A escrita não é transcrição fonética. Mas não sou dono da verdade.

Tudo é relativo, nada é absoluto. O princípio da complementaridade na Física Quântica diz o seguinte: "Uma verdade é uma afirmação cujo contrário é também uma grande verdade." Qualquer comentário será muito bem vindo.


https://www.duolingo.com/profile/choracavaco

Discordo. As motivações para aprender uma língua são diversas e têm em comum o desejo de ter acesso a uma cultura. Ler um jornal, assistir a um filme, entender a letra de uma música, viajar e se comunicar com nativos. Conheço, por experiência (caso verídico), quem tenha estudado, durante anos, os clássicos franceses, absorvido obstinadamente a norma mais acadêmica e esmiuçado as regras mais improváveis, para acabar não sendo compreendido por um garçom parisiense.

Sei que o curso é de alemão, mas há estudantes alemães e de outras origens que vêm aqui aprender português. É importante que aprendam tanto 'conosco' quanto 'com a gente', mas considerando a frequência do segundo na língua realmente praticada no Brasil, seria um desserviço a esses aprendizes ocultar uma parte essencial da língua por meras questões de gosto.


https://www.duolingo.com/profile/Anborges12

Olá, Choracavaco. Obrigado por comentar e discordar também. Como disse Nélson Rodrigues Toda unanimidade é burra. Mas releia o que eu disse no comentário. Eu não neguei nada ao aprendiz do que você disse no seu comentário. Transcrição abaixo:

"Eu não gosto muito da expressão "a gente". Em um curso de português para alemão, concordo que seja correto que se ensine que o "UNS" ou "WIR" deles pode significar "a gente".

Portanto, acredito que somente se deve priorizar a linguagem oral/coloquial em cursos específicos para isso ou em contato com algum falante da língua. Primeiro aprende-se a língua culta, depois "a gente atrapaia ela".

Nada impede que alguém opte por ensinar/aprender dizer "piá" em vez de aprender "menino" ou vagina por ... ,rsrsrs, ou seja, trocar o padrão por gírias, regionalismos, coloquialismos ou baixo calão etc. Não me referi em momento algum à linguagem clássica, a preciosísmos linguísticos.

O que eu defendi sempre, aqui no Duo em comentários foi a adaptação/adequação da língua aos diversos contextos. Na praia, com roupa de praia. No tribunal, roupa/linguagem de tribunal. Portanto, num discurso formal, não acho apropriado dizer "Olá, galera!" e não quero aprender dizer "galera" (gírias desse tipo) em alemão. E defendi que eu , na minha curta e pequena tentativa de aprender uma língua estrangeira, preferiria ocupar-me com linguagem padrão do que a linguagem de outros contextos.

Acredito que o que você está dizendo é que Todo excesso, como toda renúncia, atrai o seu próprio castigo (Oscar Wilde) e eu também. Só que de modos diferentes. Achei ótima a sua visão do todo na aprendizagem (ler jornal, ver filmes, letra de música, viajar, comunicar, aprender gírias, até mesmo a linguagem padrão (está implícito), ou seja, estar em contato com tudo da língua. Sua motivação e visão de mundo é bem maior que a minha. Eu não tenho mais tanto tempo, daí minha opção. Mas você tem razão. O curso não foi feito só para mim.

Quero deixar claro que não estou te contestando, apenas me explicando. Minha visão como a sua são apenas ângulos diferentes de uma mesma realidade. Dos cem prismas de uma joia quantos há que nem presumo. Também não vejo divergências. Quero acreditar que só um pequeno mal entendido. Um grande abraço do colega de curso.


https://www.duolingo.com/profile/Vassilis3

Parabéns, isto me fez pensar, especialmente as frases «A língua é como a roupa» e «Uma verdade é uma afirmação cujo contrário é também uma grande verdade.». São principios por toda a vida. Mas se nós aplicamos literalmente a ultima frase na ela mesma, temos «Uma verdade é uma afirmação cujo contrário é uma tolice». A minha problema é que eu acho ambas as frases corretas. Mas isto não tem nada a ver com as linguas. Muitas coisas que nós consideramos permanentes, fora do tempo são somente a roupa de alguém, por exemplo uma casa.


https://www.duolingo.com/profile/Anborges12

Olá, Vassilis 3. Obrigado por comentar.

"Uma afirmação é uma verdade cujo contrário é também uma grande verdade."

Você interpretou ao pé da letra. A palavra "contrário" não significa o oposto. "Contrário" é o que se chama em "Direito" de contraditório, ou seja, o argumento do acusado em sua defesa. Alguém em sua defesa vai usar todo o contraditório (contrário do que é acusado) para se defender, como fez Dilma Rosseff, ex-presidente do Brasil. É é um princípio de complementaridade porque um lado só da verdade não é completo. Precisa-se ouvir o outro lado, o contraditório para se chegar ao TODO.

O que se quis dizer com a frase é que nenhuma afirmação é absoluta e que abrange toda a verdade, mas relativa, precisa de complementaridade. Há pontos de vista diferentes sobre um mesmo fato. Quando apresentei meu ponto de vista nos Comentários do Duolingo, abri espaço para que que alguém também argumentasse como você fez, posicionando-se contra ou a favor do que eu disse, como você o fez.

Os argumentos NÃO têm o mesmo significado do seu contrário. As frases abaixo não significam seu contrário, veja:

1 - Todo ser humano deve ser livre = Todo ser humano deve ser prisioneiro/escravo.

2 - Trabalhar deve ser prazeroso = Trabalhar não deve ser prazeroso.

Silogismo: Toda verdade é uma afirmação (ou toda afirmação é uma verdade) cujo contrário é também uma grande verdade.

Premissa maior: Toda afirmação é relativa. Premissa menor: Esta é uma afirmação. Conclusão: Logo, esta afirmação é relativa.

Você poderá melhorar o silogismo. Mas se trocar, na premissa maior, a palavra "relativa" por "absoluta", destroi toda a argumentação. Um grande abraço.


https://www.duolingo.com/profile/Rut_Bello_Sch

Nuussssa Anborges quanta explicacao, tenho certeza que e advogado (a), juiz (juiza)ou esta no caminho. Acertei ? Muito bem, amei a relacao com fisica quantica. Abraco e continue assim. O interesse é o principal num aprendizado.


https://www.duolingo.com/profile/CleusadaFloresta

Estou encantada com o debate. Tão bom ouvir /ler argumentos inteligentes. Amo vocês. E acho abominável 'falá' 'senti'. Super concordo contigo, Antônio.


https://www.duolingo.com/profile/choracavaco

Há, não tenho a menor dúvida, quem ache 'super concordo' uma abominação linguística.


https://www.duolingo.com/profile/EduardoLessaBsB

Eu acho elitista a sua compreensão, embora eu a respeite muito. Eu não parei para pesquisar, mas, no alemão, palavras terminadas em er ficam com som de a, como na fonética em der "Computá". Para nós parece culto, mas vai saber se lá não é uma espécie de bão, de um procê? Eu posso (devo) estar falando besteira, mas essa coisa de língua culta só serve pra gente prestar reverência a alguém que quer ter o poder de dizer o que é certo e errado na língua. A fala cotidiana é melíflua.


https://www.duolingo.com/profile/Anborges12

Olá, Eduardo. Você não está falando besteira, expressou seu ponto de vista e de forma bem educada. O que aconteceu é que você não atentou para a palavra adequação.

Não está errado falar "Tá bão procê?" É assim que eu falo. Na linguagem coloquial soa bem melhor do que Está bom para você? . Mas numa redação do Enem, por exemplo, recomenda-se usar uma linguagem escrita mais próxima da linguagem padrão, ensinada nas escolas, que você chama de elitista.

Com o surgimento da Linguistica, o ensino de línguas evoluiu muito. Não se diz mais se está certo ou errado, mas sim, se está adequado ou não às diversas situações de uso. A língua é como a roupa. Na praia, línguagem/roupa de praia. Na trabalho universitário, linguagem de universitário etc.

Errado é se você falar assim: Sua a elitista eu compreensão acho porque esta estrutura não existe na língua portuguesa. Errado é se você escrever "exessão" em vez diz "exceção" porque todas as línguas obedecem a certas normas ortográficas.

Na linguagem falada a língua é realmente mais melíflua como você disse. Mas com a linguagem escrita, as pessoas são mais preconceituosas e intolerantes quando não usada de forma adequada. Antes de tudo, porém, é preciso respeitar o nível intelectual de cada um, principalmente, de quem não tem um domínio exemplar da língua materna. Isto é uma questão social. Quanto à aprendizagem da língua alemã, eu quero aprender é a língua padrão porque este curso é de curta duração e não tenho muito tempo. Só quero aprender o básico. E não tenho grandes horizontes, grandes perspectivas de futuro.

Neste espaço aqui, nos comentários, tento usar uma linguagem mais padrão que você chama de elitista, em respeito aos que me leem e por ser um espaço público . Comente sempre que quiser. É do diálogo que surge a luz ou a úlcera (rsrsrs). Um grande abraço. Bons estudos!


https://www.duolingo.com/profile/VitorMarti431852

Parabens pela redação, nota 1000


https://www.duolingo.com/profile/ataskacomeres

Colega Anborges 12 ,belo comentário! PARABÉNS.


https://www.duolingo.com/profile/SandroNorim

Pode ser: "Tu vais viver conosco."


https://www.duolingo.com/profile/ReimerGremory

Já é aceite, Norim!


https://www.duolingo.com/profile/phaeluis

aceitou: "você morará conosco"


https://www.duolingo.com/profile/RonaldCX

Quando usar mit uns e bei uns?


https://www.duolingo.com/profile/ReimerGremory

Bei é mais usado quando estás num lugar onde és um visitante (na casa de alguém conhecido, ou não: ich bin bei Kate - Estou na casa de Kate) ou não pagas coisa alguma (quando se mora com os pais ou outrem e é sustentado por esse(s) por exemplo: Ich wohne bei meinen Eltern ). E usamos Bei quando estamos a querer dizer em que lugar alguém trabalha (Annie Arbeit bei Apple - Annie trabalha na Apple), Para falar do tempo (Bei gutem Wetter gehen wir in die Mall. Para falar que fizeste um curso, ouviste uma palestra ou aula de alguém (Ich habe studierte bei Professor Albert). Mit é utilizado para especificar um meio de transporte que estás a optar, vais ou optaste por usar (ich fahre mit dem Auto - vou de carro). Também usa-se Mit para mostrar que estás a morar com alguém em uma casa, na qual ambos ''racham'' (pagam) as despesas (ich wohne mit meine Freundin), na ocasião em que estás com alguém e/ou faz algo junto com alguém ( ich gehe mit dir ins Restaurant/Ich bin mit Sie).


https://www.duolingo.com/profile/ReimerGremory

Se errei algo, fico agradecido se alguém me fizer uma correção! XD


https://www.duolingo.com/profile/PHScanes

Acho que não...


https://www.duolingo.com/profile/luisbelem1

Com a gente diz se mas nao se escreve. E connosco


https://www.duolingo.com/profile/Miguel_Paulitos

Pois. Porque não aceita “connosco“?


https://www.duolingo.com/profile/choracavaco

Talvez pelo fato de, no Brasil, escrevermos 'conosco' (um único -n-).

https://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/3972


https://www.duolingo.com/profile/Marilialins

Alguém sabe se quererá exsite em português?


https://www.duolingo.com/profile/Vassilis3

Sim, Futuro do presente

eu quererei
tu quererás
ele/ela quererá
nós quereremos
vós querereis
eles/elas quererão


https://www.duolingo.com/profile/PHScanes

E podem ser usadas as duas opções... mas é mais comum, no Brasil, usar a forma composta...


https://www.duolingo.com/profile/Rut_Bello_Sch

Gostaria de ter o email do Anborges 12 e Choracavaco. Pode ser ? Tranquilo ?

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