"Penso che sia arrivato il mio momento."

Tradução:Penso que tenha chegado o meu momento.

January 10, 2018

10 Comentários
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https://www.duolingo.com/profile/WarsawWill

E "chegou"?

"Acho que chegou meu momento"
Globo Esporte, e muitos outros exemplos


https://www.duolingo.com/profile/antlane

Os exemplos mostram que não gostamos do subjuntivo, é mais fácil usar o indicativo. Mas, se queremos mostrar que a dúvida existe na cabeça de quem fala, tenha chegado é a melhor forma. Com Penso ou Acho, a dúvida é inerente. Se não houvesse dúvida, Creio, Tenho certeza que chegou o meu momento.


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Antlane, permita-me discordar, embora eu ache que o argumento que você invoca mostre inteligência. Por isso merece ser discutido.

As regras da gramática contemplam as frases ditas ou escritas na sua forma explícita e não dependem de qualquer exercício de adivinhação, aliás inútil, acerca do que se passa no íntimo da pessoa que as enuncia. Nas frases na forma "A pensa que p", a proposição "p" representa uma descrição objetiva daquilo que a pessoa A pensa. Por isso deve, quanto a mim, usar o modo indicativo. Já a mesma frase na forma negativa "A não pensa que p" introduz o tal elemento de incerteza que justifica o uso do modo conjuntivo (subjuntivo). A, embora não esteja a dizer que "p" seja falsa, está a afirmar que não acredita na sua verdade.

Digo isto, não porque não me sinta à vontade para usar o modo conjuntivo sempre que ache apropriado mas por outra razão: As ciências da linguagem sejam as normativas - gramática, sejam as descritivas - linguística, têm um grau de objetividade que é inerente à sua natureza. Partem sempre da forma e da estrutura das palavras e das frases independentemente de factores de natureza psicológica mais ou menos incertos. Além disso discordo da sua afirmação de que com os verbos "pensar" e "achar" a incerteza é inerente. Posso usar qualquer destes dois verbos, e uso normalmente, de forma assertiva.

A incerteza que justifica o uso do modo conjuntivo tem que estar inscrita na forma do discurso sem precisar de ser adivinhada. Aqui refiro-me à forma a todos os níveis: morfológico, sintático e semântico. A não ser assim, qualquer regra que regulasse o uso do modo conjuntivo tornar-se-ia inútil e sem qualquer interesse.


https://www.duolingo.com/profile/antlane

eu também penso que devemos usar o indicativo com Pensar, na forma afirmativa. Disse que é inerente a dúvida, porque nem sempre há a certeza. Procurando algum uso por aí, por exemplo:

"Penso que ele (Cavani) vai continuar no Paris Saint-Germain. – jornal A Gazeta (uso normal de vai por vá) - Penso que esse técnico não tem muita certeza do que diz, ou diria Sei que ele vai, Garanto que vai. Só um detalhe sutil do uso do subjuntivo.

Mas penso que serei contestado de novo. Ou seria melhor indicar a minha dúvida de não ter sido compreendido: Penso que vá ser contestado de novo.


https://www.duolingo.com/profile/AlbaSolang

Seja chegado ou tenha chegado ?????


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Tenha chegado. Em português, o auxiliar dos tempos compostos é sempre o verbo "ter", ao contrário do italiano em que o auxiliar pode ser "avere" ou "essere" conforme o verbo é transitivo ou intransitivo.


https://www.duolingo.com/profile/antlane

Realmente, Rui, o verbo é ter ( ou haver, para quem gosta - 'haja chegado'). Mas existe uma forma mais literária, que gosta de usar o verbo ser, como pode ver em exemplos ao acaso:

Talvez seja chegado um momento na ciência de estabelecer mais diálogos entre os diversos campos do saber e perceber que eles podem ter mais a se acrescentar que se opor. Para uma melhor abordagem de conflitos éticos como o determinismo e a eugenia, é vantajoso que haja diferentes pontos de vista, mas é importante que eles olhem para o mesmo ponto. http://www.rc.unesp.br/biosferas/Art0073.html

Talvez seja chegado o momento de tomar consciência e assumir uma atitude de compromisso consigo, desapegando-se daquilo que não lhe serve mais, daquilo que esteja impedindo seus passos rumo às próximas estações de seu crescimento. https://www.regaplan.com.br/outono/

https://folhasdeluar.blogs.sapo.pt/talvez-seja-chegado-o-tempo-dos-1321558

São necessárias normas comuns e talvez seja chegada a hora de o Parlamento Europeu tomar a iniciativa. = Sono necessarie norme comuni e forse è ora che il Parlamento europeo prenda l'iniziativa.

https://context.reverso.net/traducao/portugues-italiano/seja+chegado?utm_source=reversoweb&utm_medium=contextresults&utm_campaign=resultpage


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Certo Antiane. Lembrei-me do verbo "haver" como alternativa ao verbo "ter", mas achei que mencioná-lo só iria desviar a questão do essencial: a legitimação da tradução do Duolingo quando, muito acertadamente a meu ver e também com a sua concordância, fez corresponder "sia arrivato" a "tenha chegado", partindo do princípio que a forma verbal da frase italiana é o pretérito perfeito composto do conjuntivo (subjuntivo) e a forma verbal corresponde em português é "tenha chegado" (ou "haja chegado")

Em relação à questão que coloca sobre a forma mais literária, aliás como de costume no Antiane, de uma forma inteligente e bem informada, tenho a confessar que eu tinha em mente outro uso do verbo "ser" como auxiliar que não quis referir para não obscurecer a questão principal aqui: o verbo "ser" também pode funcionar na língua portuguesa como auxiliar da conjugação verbal. Estou a pensar na voz passiva.

Os exemplos que apresenta, estando longe da forma canónica da voz passiva (nem poderia ser de outro modo dado que o verbo "chegar" é intransitivo) respiram talvez uma sugestão de ressonância da voz passiva, muitas vezes usada para criar ênfase.

Bem sei que esta opinião é discutível. Os processos criativos da literatura têm o efeito de "obrigar" a gramática a "estender-se" de forma a permitir uma maior expressividade que é difícil de encontrar nos usos correntes. Num certo sentido a "não gramaticidade" de certos processos literários vai em sentido oposto ao das simplificações de algumas formas coloquiais, vai no sentido do enriquecimento da língua.

Em todos os casos que refere, a palavra "seja" pode perfeitamente ser substituída pela palavra "tenha", tornando perceptível algum "ligeiro desconforto calculado" motivado pelo uso da forma "seja", o que sugere a intenção literária. Os conteúdos dos sites são, por si, interessantes.

É um prazer dialogar consigo.


https://www.duolingo.com/profile/ebsmatte

"Penso que É chegado o meu momento", apesar de um pouco literário, está correto também.

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