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  5. "Quando i poliziotti l'avrann…

"Quando i poliziotti l'avranno preso, la città sarà più sicura."

Tradução:Quando os policiais o terão pego, a cidade estará mais segura.

January 20, 2018

29 Comentários


https://www.duolingo.com/profile/Roberto645627

Que tradução horrorosa!


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

"Pego" é a primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo pegar. O particípio passado é "pegado". Para além disso em português, neste contexto usa-se o futuro do conjuntivo. Assim, seria aceitável "... o tiverem pegado...", embora aqui em Portugal nós usemos nesta situação o verbo "prender" em vez de "pegar". Diríamos, pois, "... o tiverem prendido..."


https://www.duolingo.com/profile/Marciwamoto

O importante para o DUO é traduzir ao pé da letra, mesmo que a frase não faça sentido em português.


https://www.duolingo.com/profile/Baguim1

Será ? Será que o importante é traduzir ao pé-da-letra, ou estas construções frásicas resultam apenas de falta de atenção e supervisão dos produtores, eventualmente aliado a um fraco conhecimento da língua portuguesa que permite deixar passar "pérolas" como a desta frase. Mas há pior...


https://www.duolingo.com/profile/Vassilis3

Então qual é a tradução certa?


https://www.duolingo.com/profile/Baguim1

Julgo que não há dúvida que a "dificuldade", estará na parte, "Quando i poliziotti l'avranno preso..." . Uma das possibilidades, julgo que poderia ser, "Quando os policiais (polícias, em português), o tiverem prendido...".


https://www.duolingo.com/profile/Vassilis3

Então é no Subjuntivo. Obrigado!


https://www.duolingo.com/profile/FernandoBBH

Em italiano não existe futuro do subjuntivo, por isso eles utilizam o "futuro semplice" para trazer a ideia de que, somente após a prisão de alguém, a cidade será mais segura.

O problema é da tradução que, ao fazê-lo ao pé da letra, torna difícil até o entendimento da frase. Usando o futuro do subjuntivo, que se marca em português pelo advérbio "quando", a tradução deveria ser: "Quando os policiais o tiverem preso/pego/aprisionado/tomado, a cidade será mais segura".

Reportei mas, até 22.02.2019 não houve correção do programa.


https://www.duolingo.com/profile/HeloDD

Pois é Fernando, já perdi meu tempo reportando tudo, reclamei muito, escrevi e-mail e, há pelo menos uma ano, este curso está completamente abandonado com essa quantidade vergonhosa de erros. Lamentável.


https://www.duolingo.com/profile/FernandoBBH

Oi HeloDD, e isso acontece também no Plus?! Se puder informar, qual a diferença entre o curso grátis e o curso pago? Obrigado!


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Não será "pegado" em vez de "pego"?


https://www.duolingo.com/profile/FernandoBBH

Ciao Rui, come va? Segundo muitos gramáticos, o verbo pegar é abundante e, portanto, admite o particípio passado tanto na forma regular (pegado) quanto irregular (pego): https://duvidas.dicio.com.br/pego-ou-pegado/ Abbraccio!


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Ok, Fernando. Nunca tinha até agora ouvido a palavra "pego" como particípio passado irregular do verbo "pegar"; em Portugal não se usa mas deduzi que é usado no Brasil. Mas essa não foi a razão da minha observação. Existem, além desse, vários verbos com duplo particípio na língua portuguesa, por exemplo "aceitado/aceite, pagado/pago, prendido/preso, e outros mais. Mas nós em português-pt temos uma regra de gramática que regula o uso das duas formas: na conjugação dos tempos compostos (verbo auxiliar "ter") usa-se o particípio passado regular e quando o verbo auxiliar é "ser" ou "estar" usa-se o partcípio irregular". Assim dizemos "A dívida está paga" e "Ele não tinha pagado as suas dívidas". "Ele foi aceite na comunidade" e "Eu não tinha aceitado aquela exigência absurda". Ou ainda, mais relacionado com este exercício, "Quando os polícias o tiverem prendido" e "Quando o criminoso estiver preso" (foi por usar o verbo prender em vez de pegar que o Duolingo estupidamente rejeitou a minha resposta). Esta regra não se usa no Brasil? Este módulo é sobre o futuro perfeito, tempo composto com o auxiliar "ter". Abraço.


https://www.duolingo.com/profile/ElisaSouza2

Rui, usa sim. Mas muitas pessoas nem sabem o que são verbos abundantes... então.. diflcilmente haverá uma discussão nesse nível. Será que o pessoal do Dulingo lê estas discussões aqui?


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Ok Elisa. Ainda bem que vocês também têm essa regra. O link que o FernandoBBH indicou defende a tese contrária. As regras relativas ao uso do particípio passado dos verbos com forma dupla (verbos abundantes) são próprias daquilo a que vocês chamam de "norma culta" e são para ser usadas apenas preferencialmente???, sendo também autorizado o uso no dia a dia da forma irregular que não obedece à "norma culta" (peço aqui autorização para lhe chamar "norma inculta").

Já neste fórum opinei sobre este assunto e aproveito agora a oportunidade para regressar ao tema. Em Portugal também existem pessoas com diferentes graus de cultura. Consequentemente usamos a língua de forma diferenciada. Um pessoa culta usará um vocabulário mais rico e variado e menos lugares comuns do que uma pessoa menos culta. Mas usamos todos a mesma gramática. Não há, para nós, uma "norma culta" e uma "norma inculta". Claro que também se cometem erros de gramática, mas isso é outra questão, uma vez identificados como erros, são considerados "mau português".

No português do Brasil, parece-me haver uma dissociação a que eu chamei "esquizofrenia linguística" (sem ofensa para ninguém). De um lado temos a "norma culta", usada por pessoas mais letradas e com maior grau de educação e que seguem as regras da gramática e do outro lado temos o "coloquialês" ou a anarquia linguística usada pelas pessoas menos instruídas, onde não há regras e vale tudo. Se é usado é porque está certo. E o português do Brasil oscila entre estes dois registos, o culto e o inculto, sendo quase uma língua dupla. Tenho muita pena que isso esteja a acontecer.


https://www.duolingo.com/profile/antlane

não tenha pena por causa do mau uso do português, tenha pena da população que o usa. Temos muitos, muitos pobres. Muita miséria. E pouca escola para eles. Penso que seja fácil ao governo português chegar com uma boa educação a seus 10 milhões de habitantes. Aqui há pouca importância aos quase 200 milhões. O que temos aqui é uma língua padrão, aquela que os professores-heróis tentam ensinar a seus alunos desde que as escolas chegaram ao povo, nos anos 1950. Até chegar a isso, muitos analfabetos, que ainda existem, muitos escravos trazidos pelos colonizadores e seus descendentes desamparados, muitos imigrantes pobres em busca de sobrevivência, toda essa gente foi desenvolvendo seu próprio modo de falar, cada vez mais afastado da língua medieval (1500) que aqui chegou e que só se modernizou nas elites. Falar que usam uma língua inculta é ofender ainda mais a desigualdade que existe aqui.


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Antlane. Preço desculpa pelo uso da palavra "norma inculta". Repare que está entre aspas. Não tem o sentido que você lhe atribui. É claro que não me referia às pessoas mas à norma. E a terminologia também não é de origem minha. Apenas me referia à expressão "norma culta" aqui mencionada por vários comentários de compatriotas seus e que me causou alguma estranheza. Foi essa estranheza que motivou o meu comentário. Tenho um grande respeito pelo Brasil, país de que gosto muito, que já visitei algumas vezes e onde fui sempre muito bem recebido e tenho admiração pela vossa rica literatura.

Compreendo o que diz sobre o Brasil. Em Portugal as coisas também não estão fáceis. É um país muito mais pequeno mas por isso mesmo tem relativamente poucos recursos.

Espero que não fique zangado comigo por algo que eu nunca tive intenção de dizer e que não passa de um mal entendido.


https://www.duolingo.com/profile/ZPirogov

Qual o mal de a terão pego? Nada aqui diz que é um homem.


https://www.duolingo.com/profile/CarlosAyrt1

Concordando com muitas das obsevacoes contidas nos comentarios, aproveito para agradecer ao Sr. Rui Brando pelo esforco em tentar esclarecer pontos obscuros contidos no Duolingo, e gostaria de deixar da minha parte absolutamente claro que foi entendida a mencao a "norma inculta" contida em um dos comentarios.


https://www.duolingo.com/profile/antlane

Você concordou com isso, então: ... o "coloquialês" ou a anarquia linguística usada pelas pessoas menos instruídas, onde não há regras e vale tudo" - Posso lhe dizer que convivi com muitas pessoas que só chegaram ao terceiro ano do curso primário. Não aprenderam a usar as regras, não tiveram essa oportunidade. Mas usavam comigo uma linguagem absolutamente natural, honesta, sem intenção alguma de serem anárquicos, de questionar as regras lusas, sem intenção alguma de impor o vale tudo.

E lhe digo: é tal qual o povo que formou Portugal, que não respeitou as regras do latim trazido pelos romanos até que os grandes escritores, a começar pelo grande Camões, foram dando uma forma à 'anarquia' linguística que conhecemos do século XII ao XV. Hoje temos também grandes escritores que estão dando forma à língua falada no Brasil, contrariando os clássicos do século XIX que só quiseram preservar a língua trazida pelos portugueses. Salve Carlos Drummond de Andrade. E Mário de Andrade, e João Guimarães Rosa e Cecília, e João Cabral, e Graciliano, e Jorge Amado e tantos outros.

Para dar um exemplo a quem nos lê e não entende essa discussão, um exemplo: colocar o pronome átono no meio de uma locução verbal é erro em Portugal, é o comum no Brasil. E nosso Vinícius compôs EU SEI QUE VOU TE AMAR. Assim, como o átono TE no meio de Vou e de Amar. Pode alguém não gostar desse modo nosso de cantar?


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Antlane, verifico com tristeza que continua ressentido comigo. Não vou agora repetir argumentos porque isso neste momento deixou de ter importância. Preciso porém de esclarecer a minha atitude pessoal em relação ao assunto:

Em primeiro lugar esta questão respeita exclusivamente ao Brasil e aos brasileiros. Em rigor eu, como cidadão português, não devia ter dito "tenho pena que isto esteja a acontecer". Se o disse foi apenas pela profunda afectividadade que sinto pelo Brasil, pelos brasileiros e pela sua cultura. Já visitei o Brasil por três vezes e sempre me senti em casa no vosso país.

A descrição que fiz da dissociação que afeta a língua portuguesa falada no Brasil não foi inventada por mim a partir do nada. Esta ideia perpassa numa parte significativa dos comentários dos brasileiros neste fórum.

Nem a terminologia foi inventada por mim. O conceito de uma "norma culta" (e portanto a ideia implícita que lhe é conexa de "inculto" para o seu contrário) aparece invocado neste fórum por um grande número de alunos brasileiros. Assim como a reclamação do direito à forma "coloquial" como fundamento de aceitação das expressões que violam a dita "norma culta". Tudo isto é aqui abundantemente referido. Por exemplo, podemos ler inúmeros comentários de brasileiros a criticar o Duolingo, por vezes com veemência, por "começar as frases com um pronome " (complemento, acrescento eu) e a opinião contrária de outros comentadores de que é aceitável, porque é "coloquial".

Esta tensão entre a "norma culta" e o "coloquial" está presente por todo o lado neste forum. Eu limitei-me a descrever o que observei, sendo aliás tão óbvio. Acontece aínda que a minha descrição já obteve a concordância de compatriotas seus.

Toda a minha caracterização refere-se exclusivamente à língua e nunca às pessoas, por quem tenho o máximo respeito. É assim inverídica e injusta a sua insinuação de que eu chamei às pessoas "anarquistas" ou mesmo "desonestas". Eu seria incapaz de cometer uma tal grosseria quer em pensamento quer por expressão.

Por último junto-me à sua saudação: Salve Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade e João Guimarães Rosa.

E também: Salve Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos e Jorge Amado. E também para Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes e Chico Buarque de Holanda.


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Antlane, só um pequeno pormenor a propósito a propósito do verso de Vinícius de Moraes. Tal como está, está perfeito. Cheio de musicalidade e de poesia. Digo isto porque em Portugal os grandes poetas podem "recriar" a gramática, e fazem-no muitas vezes. Esta prática até tem um nome bem sugestivo: liberdade poética. Digo isto, não porque pense que Vinícius tenha alterado seja o que for, mas para explicar porque é que essa maravilhosa canção do grande poeta Vinícius de Moraes e do extraordinário criador musical chamado Tom Jobim soa tão bem aos ouvidos portugueses.


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Carlos Ayrt, Grazie mille!


https://www.duolingo.com/profile/HeloDD

Com certeza esse horror todo é fruto de desconhecimento e má vontade de quem produziu e deveria manter esse curso atualizado. Cadê essa gente??


https://www.duolingo.com/profile/ElisaSouza2

Por questões de concordância, ainda acho que deveria ser: quando os policiais o prenderem, a cidade estará mais segura.


https://www.duolingo.com/profile/RuiBrando5

Para mim está quase perfeito. Apenas sugiro uma alteração: aqui, tal como na frase italiana, eu usaria o futuro composto, " quando o tiverem prendido " em vez de "quando o prenderem". É que a forma "quando o prenderem" refere apenas o momento em que o acto da prisão irá ocorrer enquanto a forma "quando o tiverem prendido" refere o momento da prisão e todo o tempo a partir daí. Assim proponho: "Quando os polícias (ou "os policiais) o tiverem prendido a cidade estará mais segura".


https://www.duolingo.com/profile/AndreLFCoelho

Quando os policiais o pegarem (o tiverem prendido/tiverem pego), a cidade estará (ficará) mais segura. O terão pego não dá.


https://www.duolingo.com/profile/B7prado

Uma duvida: "Quando os policiais OS terão pego / pegarem (plural)". como seria em italiano?


https://www.duolingo.com/profile/RoseJacy

Espero que os erros sejam apenas nas traduções, do contrário estamos aprendendo frases erradas em Italiano.

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